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Nossa Senhora

Na consagração, devemos cantar que somos ‘coisa’ ou ‘filho’ de Nossa Senhora?

Esclarecimento sobre a polêmica com a canção de Consagração a Nossa Senhora

Na versão cantada da Consagração a Nossa Senhora, muito se questiona se o certo é “como coisa e propriedade vossa” ou “como filho e propriedade vossa”. Hoje vamos tirar a sua dúvida!

A consagração cantada veio da oração:

Ó, minha Senhora e minha Mãe, eu me ofereço todo a vós, e em prova da minha devoção para convosco, vos consagro neste dia, meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e todo o meu ser; e porque sou vosso, ó incomparável mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa. Amém! 

Na oração é COISA, que na versão em latim tem o mesmo sentido, de propriedade. No dicionário, significa “o direito pelo qual uma coisa pertence a alguém”. Por sua vez, coisa é algo de que se tem a posse. Ao se declarar de propriedade de Nossa Senhora, assumimos a condição de coisa.

Para muitos, talvez COISA soe como uma palavra agressiva e dura, pois talvez pensem que Maria Santíssima fosse preferir nos chamar de filhos.

Mas quantas coisas e propriedades guardamos com zelo e carinho: objetos e recordações que consideramos preciosos. E somos exatamente tais coisas preciosas para o olhar da Santíssima Virgem.

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De fato, fomos comprados, e por preço muito alto! (1Cor 6, 20a) A Senhora Santa conhece muito bem este preço. E nos valoriza e aceita tal como somos!

Portanto, não faz sentido mudarmos a oração. O correto é cantarmos “como coisa e propriedade vossa”.


 

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