Um mês com Maria | 23° dia – A Oração

A ORAÇÃO

As duas últimas maiores aparições de Maria sobre a Terra foram em Lourdes e em Fátima. Ambas nos trouxeram uma mensagem idêntica e forte: Oração e Penitência. Maria vai logo ao essencial: antes de mais nada, a oração. Ela pede, recomenda e insiste sempre sobre este ponto, seja em Lourdes

ou em Fátima. As coisas irão bem se se reza. O contrário procede. A oração é o grande juiz dos nossos destinos. Se ela é ausente, tudo irá mal. “Quem não reza certamente se condena”, diz S. Afonso. E S. Ambrósio afirma que se a vida do homem é uma batalha sobre a terra (cf. Jó 7,1), a oração é o escudo invulnerável sem o qual seríamos atingidos inexoravelmente.

A Virgem em oração

O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica sobre o Culto da Beata Virgem (n. 18), apresenta Maria  como  a  Virgem  em  oração,  escolhida  de  3  páginas  marianas  do  Evangelho.  Na visitação, Maria louva a Deus com o hino de amor mais alto que tenha saído da alma de uma criatura humana: o Magnificat! (cf. Lc 1, 46-56) Em Caná, Maria faz a oração de pedido com cuidado materno e com fé sem hesitações, obtendo logo a graça temporal para os esposos e a Graça  espiritual  para  os  discípulos  de  Jesus  que  acreditaram  Nele  (cf.  Jo  2,1-11)  No cenáculo,  Maria  nutre  com  a  oração  materna  a  Igreja  nascente  (cf.  At  1,14)  assim  como também depois de  sua  Assunção em  alma e  Corpo ao Céu, nunca  deporá  a sua missão de intercessão e de salvação. É Ela mesma, Virgem em oração, que nos veio pedir e recomendar a  oração,  seja  em  Lourdes  ou  em  Fátima.  Se  A  ouvirmos,  se  fizermos  o  que  nos  diz,  não teremos senão bênçãos sobre bênçãos. Mas devemos examinar seriamente.

Rezar de manhã e a noite

Não é verdade que existem cristãos que fazem apenas qualquer oração de manhã e a noite? Alguns  até  tem  medo  de  se  esforçar  e  fazem  só  o  sinal-da-cruz.  Outros,  nem  isso,  mas levantam  e  deitam  como  animais.  Se  pode  ser  cristão  deste  modo?  Pode-se  salvar  a  alma esquecendo a oração, enquanto se tem tempo de olhar televisão, ler jornais e livros, ir ao bar e ao campo de futebol? Maria nossa mãe, adverte-nos: “Rezai, rezai muito”. “Vigiai e rezai” (cf. Mc 14,38; I Pd 4,7) Por isso nunca deve faltar ao menos a oração da manhã e da noite. Poucos  minutos  de  oração  todas  as  manhãs  e  noites  deveria  ser  um  dever  tão  doce  para todos  os  cristãos.  Assim  era  para  o  Beato  Contado  Ferrini,  professor  da  Universidade  de Milão, que escrevia “Eu  não sabia conceber  uma vida sem oração,  acordar de manhã sem encontrar o sorriso de Deus, um reclinar a cabeça no peito de Cristo”.

Oração à mesa

Ao meio-dia é tradição cristã o toque do Ângelus, devota chamada do inefável mistério da Encarnação. Àquele sinal, o Anjo nos convida a unir-nos a ele na oração à Celeste Virgem. E como respeitavam os santos este breve intervalo de oração mariano com o Anjo. S. Pio X interrompia até as audiências mais importantes. Beto Moscati suspendia por poucos átimos a lição ou a visita médica. Pe Pio a recitava com quem se achasse onde estava. O Papa Pio XII a recitava de joelhos. Por que não salvar e fazer nossa esta maravilhosa oração mariana? Outro momento de oração deve ser aquele das refeições, antes de começar a comer. O sinal- da-cruz e a Ave-Maria são a bênção de Jesus e de Maria nas nossas mesas. Aconteceu com S. João Bosco.

Convidado para almoçar com uma família, antes de sentar-se à mesa, perguntou a um dos filhos: “Agora façamos o sinal-da-cruz antes de comer. Sabe por que o fazemos? Não – respondeu o menino. Bem, digo em duas palavras – prosseguiu o santo – Fazemos para nos distinguir dos animais que não o fazem porque não possuem a razão para entender que o que comemos é um dom de Deus”. Daquele em dia em diante nunca mais faltou oração antes das refeições para aquela família.

Uma faísca, tantas faíscas

O pensamento de Jesus é claro: o cristão deve se esforçar por rezar continuamente, por ter constantemente  oferecido  a  Deus  todo  a  si  mesmo  e  tudo  o  que  faz:  “Rezar  sempre,  sem desfalecer”; “Vigiai e rezai para não cair em tentação” (cf. Lc 18,1; Mc 14,38) Qual tentação? a tentação de agir por egoísmo ou fazer obras por cálculo ou interesse e não por amor a Deus e ao próximo. A oração é indispensável para que fiquemos sempre no caminho que nos leva a Deus. Quando não é possível rezar longamente, façamos uma oração rápida, semelhante às pequenas sementes que ao longo do dia são semeadas na Terra das ações a fazer. É a oração das breves jaculatórias, dos rápidos atos de amor das piedosas ofertas. O Papa Paulo VI a chamava   “oração   faísca”.   S.   Francisco   de   Assis,   S.   Tomás   de   Aquino,   S.   Afonso,   S. Bernadette, S. Gema Galgani… que uso ardente e constante não faziam desta oração “faísca”. As almas deles talvez não estavam continuamente em faíscas? S. Maximiliano Maria Kolbe recomendava muito esta oração faísca para crescer no amor à Imaculada. Isso também vale para nós.

Votos

  • Rezar sempre e bem de manhã e a noite;
  • Fazer o sinal da cruz e rezar uma Ave-Maria à mesa;
  • Empenha-te em recitar jaculatórias durante o dia.

Veja mais meditações em Um Mês com Maria