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STJ encerra processo e inocenta padre Robson

O processo contra padre Robson é arquivado definitivamente pelo STJ.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) emitiu, nesta segunda-feira (18), certidão de trânsito em julgado para o processo que o Ministério Público de Goiás movia contra o padre Robson de Oliveira, ex-reitor da Basílica de Trindade.

O documento põe fim ao caso e inocenta o religioso das acusações formuladas contra ele.

Em outubro de 2020, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás entenderam que não havia indícios que comprovassem a materialidade dos crimes apontados pelo MP-GO. O processo criminal foi trancado no TJ e, depois, foi a vez do inquérito civil público.

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Após o episódio, os promotores formularam pedidos para que as ações fossem reabertas, mas o desembargador Olindo Menezes afastou todas as tentativas. A última aconteceu no dia 15 de março deste ano e foi analisada pela turma do STJ.

O advogado de defesa de Padre Robson comemorou o fim do processo. Ele reforçou ainda que não houve crimes na gestão do padre e que a decisão confirma isso.

Padre Robson de Oliveira foi afastado de suas funções na Associação Filhos do Pai eterno (Afipe) após ser deflagrada a operação contra ele em agosto de 2020. Também está temporariamente afastado do uso de ordens, por decreto do então arcebispo de Goiânia (GO), dom Washington Cruz. A Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) também o proibiu temporariamente de celebrar os sacramentos e de realizar programas de rádio, TV ou internet, com a intenção de tentar proteger a boa reputação da Igreja, do próprio padre e evitar escândalos.

Em entrevista ao programa Chega pra Cá, do jornal O Popular, em 12 de março, o atual arcebispo de Goiânia, dom João Justino, disse que o caso também está sendo investigado em um processo canônico. “A Igreja tem um direito próprio, até um direito penal. E a Igreja precisa entender o que aconteceu. Muitas pessoas foram ouvidas no processo canônico. Está em curso”, declarou.

Dom Justino tomou posse como arcebispo de Goiânia há cerca de dois meses. Ele contou que já se encontrou com padre Robson de Oliveira, conversou com outras pessoas e viu alguns documentos sobre o caso. Segundo o arcebispo, as decisões devem ser tomadas em conjunto com os redentoristas.

“Eu não posso dizer ‘padre Robson, volte’, sem que a ordem se manifeste. E eles também não podem dizer ‘volte’, sem que eu seja ouvido. Temos aí uma situação em que precisamos entender e esclarecer algumas coisas, reconhecemos que foi um momento muito difícil para o próprio padre Robson, para a congregação redentorista, para o arcebispo dom Washington, para a diocese. Dada a delicadeza da situação, é preciso agora trilhar um caminho em que a gente não cometa novos equívocos”, disse dom Justino.

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Sobre o Padre Robson

Nascido em Trindade no dia 26 de abril de 1974, ingressou no seminário aos 14 anos, e foi ordenado aos 24 anos.

Exerceu dois anos de trabalho na Pastoral de Vocações e na formação de jovens para a vida religiosa no seminário e depois foi para a Europa, primeiramente para a Irlanda e depois para Roma, onde fez seu mestrado em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Ao voltar de Roma tornou-se reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno.

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