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Família

Quando é que os pais compreenderão sua missão em relação aos próprios filhos?

A perda da fé e confusão de nossos tempos se faz sentir de maneira muito intensa nas famílias.

Pais que amam seus filhos e querem o melhor para eles, por causa da desorientação em que se encontram, acabam sendo os primeiros a minar-lhes a felicidade.

A questão é gritante e se impõe a indagação: Como é possível que alguém que ame os seus filhos possa contribuir para a infelicidade deles?

Se trata de uma pergunta grave, que deveria ser encarada com a devida seriedade. A resposta a essa grave questão passa pelas palavras: DESCONHECIMENTO, IGNORÂNCIA, ENGANO.

Nenhum pai ou mãe, que mereça esse nome, deseja ou trabalha para a destruição da felicidade dos próprios filhos; pelo contrário: a grande maioria dos pais morreriam mil vezes para poupar os próprios filhos.

Naturalmente todos os pais querem o bem e a felicidade de seus filhos. Donde vem então que grande parte dos filhos são infelizes, sendo que muitos desenvolvem quadros depressivos, angústias existenciais e fobias de várias coisas? Como explicar que tantos filhos acabem adentrando no mundo dos vícios como drogas, pornografia, prostituição, jogos e outros? Como compreender a rebeldia e desrespeito de tantos filhos pelos pais que lançam uns e outros em grandes sofrimentos?

O que está em questão não é a intenção dos pais, mais a ideia que os pais de hoje têm sobre FELICIDADE e o caminho que tomam para alcançá-la.

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Ao ter uma ideia errada sobre o que seja a felicidade e uma visão equivocada sobre o sentido da vida, os pais irão guiar seus filhos erroneamente e esses filhos terão uma visão deturpada sobre a vida, buscando a felicidade onde ela não pode ser encontrada.

A grande maioria dos pais têm uma ideia errada do que seja a felicidade e de como educar e conduzir os filhos de modo a torná-los pessoas boas e felizes.

Os pais, em sua maioria, estão  equivocados em seus conceitos, confusos com o mundo e por isso perdidos em seus caminhos…como dizia o poeta de Brasília: “São crianças como você…”. Os pais desejam o melhor, mas frequentemente não sabem como fazer, nem por onde ir. Se tornaram pastores desorientados porque antes foram  (e estão sendo) “como ovelhas sem pastor”, pois quem deveria ensiná-los o sentido da vida, dar clareza de sua missão e fortalecê-los na fé, também se perderam em meio ao modernismo, às ideologias e mundanismos de nossos tempos. De novo, nas palavras cantadas pelo poeta: “Nem os ‘santos’ têm ao certo a medida da maldade…” e por isso “a tempos são os jovens que adoecem. “…Herdeiros são da virtude que perdemos”.

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A medida em que a maior parte do clero católico foi perdendo a fé, passando a ter uma péssima formação filosófica e teológica, sendo capturado ou se deixando levar por toda sorte de ideologias e heresias, também foi deixando de lado sua gravíssima missão, que seria a condução do rebanho aos Céus; para isso, ensinando-o a verdade de Deus e comunicando a graça de Nosso Senhor por meio dos sacramentos, levando as pessoas  a viverem de maneira cristã, cumprindo seus deveres de estado, para com Deus, para com próximo, para com a sociedade e para consigo mesmos.

De maneira muito especial, o clero deveria ajudar os pais a compreender e a desempenhar sua missão junto aos filhos, mas, na maior parte dos casos não é o que tem ocorrido, pois ao perderem a fé, deixando de ter uma cosmovisão cristã do mundo e da sociedade, deixaram de ensinar de forma coerente com a doutrina católica.

Em outras palavras, a maioria dos padres e bispos NÃO ensinam mais a Doutrina Católica em nossas paróquias e dioceses, de modo que, em geral, os católicos NÃO têm recebido a verdade sempre ensinada pela Igreja por meio daqueles que teriam a obrigação de transmiti-la…mesmo porque ninguém pode dar aquilo que não tem…

Com a revolução tecnológica e a facilitação do acesso a informação e aos meios formativos, muitos fiéis leigos começaram a despertar e perceber a distância que havia (e há) entre aquilo que a maioria dos padres e bispos diziam e aquilo que a Igreja sempre ensinou. Assim, muitos perceberam que, em vários lugares as lideranças da Igreja foram capturadas pelas ideologias, reproduzindo em suas falas e ensinamentos muitos erros grosseiros já combatidos pela Igreja.

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Começaram a enxergar também (com muita dor) que tinham errado muito na formação de seus filhos, porque deixaram (ou talvez nunca tenham recebido) uma visão verdadeiramente católica da vida, do mundo, da sociedade e especialmente da família.

Por causa da falta de formação, os pais deixaram de ter os instrumentos e critérios para avaliar a realidade e distinguir o que é certo do que é errado, o que é falso do que é verdadeiro, os caminhos que podem ser bons e os devem ser evitados.

Mas, em boa parte dos casos o estrago já estava feito e restava reparar e tentar remediar, suplicando a Deus misericórdia pelos erros cometidos para com os filhos…e talvez, quem sabe, tentar ajudar os netos, sobrinhos e essa nova geração a perceberem e a trilharem o caminho para a verdadeira felicidade.

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Muitas famílias estariam ainda inteiras; muitos vícios e sofrimentos não teriam entrado nos lares e nas vidas, muitos filhos ainda estariam conosco, se simplesmente os pais tivessem aprendido bem qual é a vontade de Deus, como deviam enxergar e compreender o mundo e a família para bem cumprirem sua missão.

Embora todos tenham sua parcela de responsabilidade pessoal, seguramente se esses pais tivessem tido uma boa catequese e a ajuda de bons sacerdotes em suas paróquias, a história de muitos filhos e de muitas famílias, e mesmo de nossas sociedades, seria muito diferente.

Pais bem formados na fé sabem da absoluta necessidade de se viver na graça de Deus e por isso mesmo teriam uma vida de oração e ensinariam seus filhos a rezar e a buscar viver sempre na presença de Deus.

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Pais bem formados jamais descuidariam da missa dominical, da confissão e da formação catequética de seus filhos, se esforçando para que eles desejassem mais as coisas do alto do que qualquer glória da terra, seja dada por diplomas, carreiras bem-sucedidas ou poder adquirido.

Pais bem formados na fé da Igreja jamais deixariam entrar em seus lares aquilo que pudesse destruir a santidade e a virtude de seus filhos, atraindo-os para os vícios, como é o caso das novelas imundas, das músicas e modas imorais, de algumas modalidades de jogos etc.

Pais conscientes não matriculariam seus filhos em escolas que pudessem deformar sua visão cristã do mundo e ensinar contravalores, nem deixariam seus filhos frequentar festas que são escolas de vícios como carnaval, raves, discotecas, pancadões etc.

Pais cristãos JAMAIS votariam em partidos ou políticos que propõe leis e levantam bandeiras contrárias a lei de Deus.

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Pais formados na verdadeira doutrina católica compreenderiam que o matrimônio é uma missão, e que a felicidade e salvação de seus filhos depende, em grande parte, do exemplo de fé e da educação cristã que receberem.

Entretanto, mais uma vez é preciso dizer que não basta constatar os erros e as lacunas, mas é preciso tentar reparar o que for ainda possível e rezar e fazer penitência por aquilo que não depende mais de nós.

Algo que podemos fazer é buscar aprender bem a doutrina, estudando A Palavra de Deus, o Catecismo e demais documentos da Igreja.

Podemos melhorar nossa espiritualidade adquirindo o hábito da oração diária, especialmente do terço ou rosário.

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E, de modo muito especial, uma vez que aprendemos ao menos o básico da doutrina, podemos ajudar outras pessoas a conhecerem a nossa fé católica. Particularmente, podemos ajudar os pais a educar seus filhos na fé, para que reconheçam o que é bom e agradável a Deus, despertando o desejo de viver na virtude, buscando a graça e perseverando na comunhão com Deus.

Que Deus abençoe seu povo e lhe a graça de conhecer, viver e transmitir sua verdade.

E que os filhos aprendam com os pais o caminho do céu.

Templário de Maria
Escravo inútil da Santíssima Virgem


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