“Você não conseguirá cuidar da alma dos outros se descuidar da sua. No fim, também não fará nada pelos outros. Você deve dedicar tempo, também, para estar com Deus.” São Carlos Borromeu (1538 – 1584)
Oração de São Carlos Borromeu ao Anjo da Guarda
Meu bom Anjo da Guarda, não sei quando e de que modo irei morrer. É possível que eu seja levado de repente ou que, antes do meu último suspiro, eu me veja privado das minhas capacidades mentais. E há tantas coisas que eu quereria dizer a Deus, no limiar da Eternidade…
Por isso hoje, com a plena liberdade da minha vontade, venho pedir, Anjo da minha guarda, que faleis por mim nesse temível momento. Direis, então, ao Senhor:
– Que quero morrer na Santa Igreja Católica, Apostólica Romana, no seio da qual morreram todos os santos, depois de Jesus Cristo, e fora da qual não há salvação;
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– Que peço a graça de participar nos méritos infinitos do meu Redentor e que desejo morrer pousando os meus lábios na Cruz que foi banhada com o Seu Sangue;
– Que aborreço e detesto os meus pecados que ofenderam a Jesus e que, por amor a Ele, perdoo os meus inimigos, como eu próprio desejo ser perdoado;
– Que aceito a minha morte como sendo da vontade de Deus e que, com toda a confiança, me entrego ao Seu amável e Sacratíssimo Coração, esperando em toda a sua misericórdia;
– Que, no meu inexprimível desejo de ir para o Céu, me disponho a sofrer tudo quanto a Sua soberana Justiça haja por bem infligir-me.
Não recuseis, ó Santo Anjo da minha guarda, ser o meu intérprete junto de Deus e expor diante d’Ele que estes são os meus sentimentos e a minha vontade.
Ámen.

Por Fabrizio Boschi (c. 1630)
“Todos nós somos fracos, confesso; mas o Senhor Deus nos deu meios pelos quais, se quisermos, podemos ser fortalecidos com facilidade.”
São Carlos Borromeu (1538 – 1584)

“Assim como Cristo veio a este mundo uma única vez, revestido de nossa carne, Ele também está pronto para vir novamente, a qualquer momento, para habitar espiritualmente em nossos corações com a profusão de Suas Graças — contanto que não Lhe resistamos!”
São Carlos Borromeu (1538 – 1584)

