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Traditionis Custodes

Menos de 48h após o motu próprio, bispo publica decreto proibindo tudo que cheira tradição

Geralmente acontece nas organizações que quando o superior dá uma ordem, alguns subordinados tentam ir além da ordem, tentando agradar o que sabem ou pensam saber ser a verdadeira vontade do chefe. Assim, embora o motu proprio Traditionis custodes preveja que o culto à Missa Tradicional seja mantido onde quer que existam comunidades consolidadas que o exijam, não poucos pastores entenderam o documento papal como um sinal para apagar todos os vestígios do rito tridentino de suas dioceses. .

Tal parece ser o caso do bispo de Mayagüez, em Porto Rico, Ángel Ríos Matos, a quem faltou tempo para publicar um decreto aparentemente destinado a não deixar sequer a memória da Missa Tradicional em seu território, invocando o novo motu proprio que revoga o motu proprio que Bento XVI promulgou há apenas 14 anos.

Será que ainda há aulas sobre abrangência de jurisdição e competência nos seminários atuais?

Ríos, elevado ao episcopado em 2020, alega que atualmente não há grupos em sua diocese que solicitem o rito tridentino e, portanto, “proíbe” sua celebração em sua diocese. Nenhum sacerdote ou lugar será designado para isso.

Além disso, ele ordena que “cada sacerdote” em sua diocese deve presidir o Novus Ordo, “mesmo quando é celebrado em privado e sem pessoas”.

Por último, “proíbe” o uso de casulas romanas, toalhas de mesa de linho, coberturas de cálices, manípulos, almofarizes e outros elementos típicos do rito romano.

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De onde vem tanta aversão à tradição?

Ainda que existam diferenças profundas entre a forma ordinária do rito romano e a forma extraordinária (missa tridentina), as semelhanças são muitas

Uma forma de contornar o acesso dos fiéis à missa tradicional, especialmente nas paróquias onde o padre sabe ou não pode celebrar o rito extraordinário, é basicamente celebrar o rito na forma ordinária de maneira piedosa, seguindo as recomendações do missal e instruções litúrgicas!

Todos os itens abaixo estão previstos no Novus Ordo e qualquer padre tem autoridade para celebrar:

  • em latim com leituras e homilia em português;
  • ad orientem (de frente para o altar/sacrário);
  • cantos litúrgicos em gregoriano com órgão e coral de vozes;
  • paramentos litúrgicos completos, com casula romana, barrete, etc);
  • comunhão na boca com genuflexório e patena de comunhão;
  • orientar o povo sobre o uso de roupas adequadas, modestas e o véu;
  • orientar o povo a fazer profundo silêncio dentro da igreja, sem conversas ou alimentos;
  • preparar homilias realmente católicas, inspiradas nos sermões de grandes santos da igreja;
  • utilizar turíbulo em domingos, solenidades e festas;
  • evitar “comentaristas” durante a missa;
  • não fazer entradas da bíblia, teatros, danças, outras entradas inventadas, e outros abusos;
  • etc;

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Um dos principais argumentos para as grandes mudanças no rito da missa era para popularizar a missa e deixar mais “acessível”, entretanto o resultado é que nos dias atuais apenas 5% daqueles que se declaram católicos cumprem o preceito e frequentam a missa todos os domingos.

Se todas as missas fossem bem celebradas e de maneira piedosa, com homilias verdadeiramente católicas e catequeticas, como pede a Santa Igreja e o Missal, sem abusos litúrgicos, certamente muito mais católicos frequentariam a Santa Missa aos domingos.

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