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Dúvidas de Fé Família

Como católicos, podemos escolher a quantidade de filhos?

 

Qual a quantidade de filhos ideal para um católico? A resposta correta é: “Só Deus sabe!

Um dos maiores enganos cometidos quase pela totalidade dos casais católicos modernos, é imaginar que uma família é algo que precisa ser planejado nos mínimos detalhes. Muitos casais passam 2, 3, 5 até 10 anos namorando preparando-se para o casamento. Juntam dinheiro para a cerimônia e festa, terminam a faculdade, constroem uma casa, tudo isso para depois se casarem.

Muitos até já sabem quantos filhos querem ter, antes mesmo de encontrar a pessoa com quem desejam constituir uma família.

Este é o tipo de pensamento predominante também em meio aos católicos, pois, infelizmente, há uma falha muito grande em sua formação, cujas convicções deixaram de ser baseadas na doutrina da Igreja, e deram espaço para ideias e doutrinas que são contrárias ao ensinamento da Igreja. Acabam dando mais valor àquilo que assistem na televisão e aprendem nas escolas que à própria fé que professam.

Grande parte da culpa é do próprio clero, uma vez que praticamente desapareceram os padres que realmente transmitem a doutrina católica integral e, por este motivo, grande parte dos católicos não aceitam algo muito básico da doutrina cristã: a quantidade de filhos é Deus que escolhe.

Alguns podem argumentar que ter muitos filhos não é para todos… E estão corretos!

Ter muitos filhos é uma questão de vocação. De fato, nem todos são chamados ao sacramento do matrimônio. Qualquer casal que deseja se unir em matrimônio precisa estar ciente de que existe uma grande probabilidade de que dessa união poderá nascer uma família numerosa, caso seja a vontade de Deus.

Quando o casal sobe no altar do matrimônio, a principal promessa que fazem é, de livre e espontânea vontade, serem abertos à vida e receber todos os filhos que Deus enviar, educando-os na Fé da Santa Igreja.

Portanto, o casal que deseja constituir uma família alicerçada no sacramento do matrimônio, precisa ponderar muito bem antes de subir ao altar. É preciso compreender que esta união é indissolúvel, ou seja, é para sempre, e que a consequência do casamento são os filhos!

Não se brinca de fazer família!

Com a ascensão do pensamento modernista, muitos foram enganados com a história do: “Eles se casaram e foram felizes para sempre”. Os casais precisam compreender que a consequência do matrimônio não é uma “vida tranquila e de curtição”. Como qualquer vocação, o matrimônio é um meio de santificação do casal.

Quando Jesus disse: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e me siga”, ele não estava de brincadeira!

Assim como qualquer vocação, o matrimônio é uma forma de seguir Jesus, portanto a vida em família tem seus prazeres e seus sacrifícios. A principal missão do casal NÃO é construir um império de bens materiais e viagens pelo mundo… esses prazeres não são proibidos, mas primeiramente o casal precisa cumprir seus deveres de estado, que consiste em criar e educar os filhos para Deus.

Para impor a doutrina do planejamento familiar muitos apelam para a questão financeira ou mesmo da situação política, dizendo que o mundo está muito violento ou mesmo custa muito caro criar e educar um filho. Este é um aspecto muito superficial, cuja solução é possível de diversas maneiras.

De fato, para fazer a vontade de Deus, precisaremos enfrentar grandes sacrifícios, e muitas vezes ir contra nossa própria natureza que busca o prazer e foge da dor. Mas se quisermos alcançar o céu, este é o caminho!

Outra questão importante, e que tem sido muito relativizada em nossos tempos, é a sexualidade. Para o casal cristão, o ato conjugal possui uma dignidade de proporções muito significativas, uma vez que é através da relação sexual que surge uma nova vida.

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Conscientes desta dignidade, quando ocorre a relação, essa união precisa abranger sempre dois aspectos: a dimensão unitiva e e a dimensão procriativa, ou seja, serve este ato serve tanto para unir o casal, através dos prazeres, quanto para a consequência dele, que são os filhos.

Após compreender todo o aspecto da missão vocacional que o casal cristão se propõe no sacramento do matrimônio, fica mais fácil compreender o motivo da igreja proibir o uso de qualquer tipo de método contraceptivo ou anticoncepcional. Se qualquer método para evitar filhos é considerado pecado mortal, logo é vetado o uso de camisinhas, pílulas, intervenções cirúrgicas e principalmente o aborto.

Há também alguns métodos naturais, como por exemplo o Método Billings, porém esses métodos não para escolher a quantidade de filhos, mas são recomendados para fazer o espaçamento da gravidez quando há motivos graves, portanto não devem ser usados indiscriminadamente. Este é um assunto que já comentamos, e caso tenha interesse, pode ler neste artigo: Se os casais católicos não podem evitar filhos, para que serve o Método Billings?

Aos que quiserem se aprofundar, recomendamos as duas formações abaixo:

Natureza do Sacramento do Matrimônio

Veja o que nos ensina o Catecismo da Santa Igreja acerca deste sacramento:

Que é o Sacramento do Matrimônio?

O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos.

Que intenção deve ter quem contrai Matrimônio?

Quem contrai Matrimônio deve ter intenção:

1º de fazer a vontade de Deus, que o chama a tal estado;

2º de procurar nele a salvação da própria alma;

3º de educar cristãmente os filhos, se Deus lhos der.

Quais são as principais obrigações das pessoas que se unem em Matrimônio?

As pessoas que se unem em Matrimônio devem:

1º guardar inviolada a fidelidade conjugal, e proceder sempre cristãmente em tudo;

2º amar-se mutuamente, suportando-se um ao outro com paciência, e viver em paz e concórdia;

3º se têm filhos, cuidar seriamente em prover-lhes de acordo com suas necessidades, dar-lhes educação cristã, e deixar-lhes a liberdade de escolha para o estado de vida para o qual Deus os chamar.

Os pais têm deveres para com os filhos?

Os pais têm o dever de amar, alimentar e cuidar de seus filhos, de prover à sua educação religiosa e civil, de dar-lhes o bom exemplo, de afastá-los das ocasiões de pecado, de corrigi-los nas suas deficiências, e de auxiliá-los a abraçar o estado a que são chamados por Deus.

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