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Católicos manifestam apoio à deputada católica perseguida pelo movimento LGBT

O Centro Dom Bosco, por meio de uma nota, tornou público o apoio à deputada federal Chris Tonietto, perseguida pelo movimento LGBT por ter recentemente publicado em suas redes sociais uma nota relacionando o movimento com a pedofilia.

Leia a nota do CDB:

O Centro Dom Bosco, por meio desta nota, torna público o apoio à deputada federal Chris Tonietto, perseguida pelo movimento LGBT por ter recentemente publicado em suas redes sociais uma nota relacionando o movimento com a pedofilia.

Por conta disso, a deputada foi notificada pelo Ministério Público Federal para prestar esclarecimentos. Na peça, fica evidente que os seus signatários não fazem a menor ideia do que dizem ao tratar do tema do gênero.  Pior, tratam de forma irresponsável um assunto que afeta diretamente a família, instituição mais antiga da humanidade e que o Estado deveria proteger.

Já de início, citando Rogério Diniz Junqueira, a nota diz que a extinção da família é somente uma catástrofe anunciada pelo ativismo antigênero. Trazemos à memória que, em outubro do ano passado, o Sesc São Paulo realizou o “Seminário Internacional Democracia em colapso”, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e promoção da Folha de São Paulo e da Carta Capital, onde um das palestrantes, Amanda Palha, ativista LGBT, filiada ao Partido Comunista do Brasil e autodenominada travesti e educadora popular, disse com todas as letras:

“Cabe a radicalização nossa também, de afirmar com todas as letras o que é uma estratégia política crítica anti-sistêmica: ah, ‘vocês querem destruir a família…’. SimQueremos. Porque se a gente não quiser, não vai ser ameaça.”[1]

Se é exagero de nossa parte que haja um movimento contra a família perpetrado por ativistas LGBT, por que Amanda Palha não é também notificada?

Ainda, qualquer pessoa que tenha estudado o mínimo sobre ideologia de gênero sabe que o termo foi cunhado para substituir sexo, de modo que os dois não têm equivalência, não são sinônimos. Enquanto ao falar de sexo queremos dizer homens e mulheres, ao tratar de gênero, referimo-nos a dezenas de invenções e combinações possíveis. A própria Judith Butler, autora do livro mais importante sobre o tema (Problemas de gênero) reconhece que “O próprio sujeito das mulheres não é mais compreendido em termos estáveis ou permanentes” [2] para indicar, assim, que a mulher deve ser superada e substituída pelos gêneros. Qual foi nossa surpresa, ao ver que a nota menciona pactos internacionais assinados pelo Brasil onde os direitos humanos fazem referência ao sexo, não ao gênero, como a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e que, portanto, não protegem a teoria infundada do gênero, pelo contrário, protegem o homem e a mulher. Para dar algum valor à peça, precisaram então recorrer aos Princípios de Yogyakarta, sobre os quais assim se referiu Monsenhor Sanahuja em seu livro Poder Global e Religião Universal.

“Outra ameaça são os chamados princípios de Yogyakarta, elaborados por um conciliábulo de ativistas pró-homossexuais, muitos deles funcionários e ex-funcionários da ONU. Não só são a expressão da subversão da ordem natural, como, sob o ponto de vista do direito positivo, não contam com o aval da comunidade internacional; entretanto, foram sendo impostos de tal modo pelos grupos de especialistas, pelas organizações pró-homossexuais e organismos da ONU que já são citados com fonte em documentos dos comitês do sistema de direitos humanos da ONU.”[1]

E para completar o quadro, os signatários recorreram a dois votos dos Ministros Gilmar Mendes e Luís Barroso, para, por fim, fundamentar sua decisão. Não necessitamos fazer comentários sobre estes dois juízes, deixemos que falem por si mesmos.

Segue trecho do voto do Ministro Barroso no caso do habeas corpus 124.306, caso em que integrantes de uma clínica de assassinato de crianças [também conhecido como aborto] estavam presos:  

“Em suma: na linha do que se sustentou no presente capítulo, a criminalização da interrupção da gestação no primeiro trimestre vulnera o núcleo essencial de um conjunto de direitos fundamentais da mulher. Trata-se, portanto, de restrição que ultrapassa os limites constitucionalmente aceitáveis.” [2]

Sim, o Ministro julgou por bem aproveitar a ocasião para avançar a agenda do aborto no Brasil. Tanto que baseado neste HC, o PSOL ajuizou a ADPF 442 que poderá tornar o assassinato de crianças prática legal no Brasil.

Todos os católicos e homens de boa vontade deveriam tomar para si a perseguição ora sofrida pela deputada Chris Tonietto. Não é ela a perseguida pelo movimento LGBT, somos todos nós, que queremos ainda viver de acordo com a fé que nos foi legada e que fundou este país. Se a perseguição chegou à pessoa pública que busca viver de acordo com a Fé católica é porque em breve chegará a todos nós.

Tantas vezes o Papa Francisco pronunciou-se sobre o tema que terminaremos a nota com suas palavras:

“Na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na África, em alguns países da Ásia, existem verdadeiras colonizações ideológicas. E uma delas – chamo-a claramente por nome e sobrenome – é o gênero! Hoje às crianças – às crianças! –, na escola, ensina-se isto: o sexo, cada um pode escolhê-lo. E porque ensinam isto? Porque os livros são os das pessoas e instituições que te dão dinheiro. São as colonizações ideológicas, apoiadas mesmo por países muito influentes. E isto é terrível. Em conversa com o Papa Bento – que está bem e tem um pensamento claro – dizia-me ele: “Santidade, esta é a época do pecado contra Deus Criador”. É inteligente! Deus criou o homem e a mulher; Deus criou o mundo assim, assim e assim; e nós estamos a fazer o contrário.”[3]


[1] Religião Global e Poder Universal, p. 47.

[2] https://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/HC124306LRB.pdf

[3] https://www.semprefamilia.com.br/casamento-e-compromisso/13-vezes-em-que-o-papa-francisco-falou-contra-a-ideologia-de-genero-e-o-casamento-gay/


[1] Vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RVCUQS_zx0g

[2] Problemas de gênero, p 18.