Católicos da Amazônia prometem pressão após padres casados serem rejeitados

Comunidades católicas de toda a Amazônia disseram que continuarão pressionando para que homens casados tenham permissão de celebrar missas na região remota da floresta tropical, uma reação à decisão do papa Francisco de impedir a ordenação de homens casados como padres.

Em uma das decisões mais significativas de seu pontificado, o papa Francisco rejeitou na quarta-feira a proposta apresentada no Sínodo da Amazônia para amenizar a falta crônica de padres na Amazônia, onde a Igreja Católica enfrenta uma concorrência crescente de cultos evangélicos.

A proposta, apresentada pelos bispos sinodais, fez com que os conservadores católicos levantassem sua voz para lembrar a importância do Celibato e o comprometimento de séculos dos padres com este voto tão importante.

Embora alguns católicos tenham expressado decepção com a decisão do pontífice, muitos mais demonstraram esperança de que ele mude de ideia.

Martín Quijano, bispo de Pucallpa, na Amazônia peruana, que participou do sínodo de bispos da Amazônia no qual se propôs permitir padres casados, disse ter fé de que a decisão não foi definitiva.

“A porta ainda está aberta”, disse ele à Reuters. “O papa está pedindo reflexão. Esta proposta ainda está em andamento.”

 

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Giuliano Frigeni, bispo de Parintins, cidade brasileira às margens do rio Amazonas, prometeu continuar lutando, apesar dos obstáculos. “Agora temos que arregaçar as mangas e trabalhar ainda mais duro”, disse.

Francisco deu sua resposta em uma Exortação Apostólica três meses depois de a proposta ser aprovada no sínodo por 128 votos a 41. Exortações Apostólicas são usadas para instruir e incentivar os fiéis católicos, mas não definem a doutrina da Igreja.