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Após protestos, Dória recua e reconhece religião como atividade essencial

 

Governador ressalta que os templos deverão respeitar as recomendações da Vigilância Sanitária; decreto será transformado em lei

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira, 1º, que as atividades religiosas foram incluídas na lista de serviços essenciais durante a pandemia do coronavírus. Assim como as outros serviços, os templos religiosos deverão respeitar as determinações da Vigilância Sanitária e os protocolos da Secretaria da Saúde. “Esperança, fé e oração”, disse o governador durante o anúncio. O decreto foi assinado por Doria nesta segunda e será publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira, 2. Durante a coletiva de imprensa, ele afirmou que o decreto irá virar uma Lei.

“Eu entendo que as igrejas, de qualquer religião, tem um papel essencial, sim, evidentemente obedecendo os cuidados necessários e as recomendações feitas pela Vigilância Sanitária. Entendo que a oração ajuda muito você a aumentar sua resiliência, sua resistência e esperança em relação ao futuro”, justificou Doria. A fase vermelha do Plano São Paulo, no entanto, já permitia a realização de cultos e missas, desde que respeitado os protocolos de distanciamento social, uso de máscaras e aferição da temperatura.

Em dezembro do ano passado o plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou o Projeto de Lei 299/2020, que reconhece as atividades religiosas realizadas nos seus respectivos templos, e fora deles, como atividade essencial que deve ser mantida em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas, epidemias, pandemias ou catástrofes naturais.

O projeto que aguardava sanção do governador foi vetado no início da semana. O autor, Gil Diniz (PSL), veio às redes sociais para comentar a mudança de posicionamento do governador. Veja o comentário:

“E hoje, João Doria muda radicalmente seu discurso porque viu que pegou mal com os cristãos de todo o Brasil. Decretou que a “Atividade religiosa” é essencial. Aliás, amanhã mandará um Projeto de Lei para a Alesp em regime de urgência, com igual teor do Projeto do Deputado Gil Diniz, que ele vetou a menos de uma semana.”