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“Sacrilégio e Diabólico” esclarece sacerdote sobre bênçãos a uniões do mesmo sexo

 

Hugo Valdemar, cônego penitenciário da arquidiocese do México, afirmou que a bênção uniões homossexuais dadas ontem dia 10 na Alemanha “é um verdadeiro ato sacrílego” e um “ato diabólico de orgulho e imoralidade”.

A bênção de uniões homossexuais na Alemanha “não é só um ato de indisciplina e rebelião contra o papa e contra a Congregação para a Doutrina da Fé, mas é um verdadeiro sacrilégio”, afirma o sacerdote que foi diretor de comunicação da arquidiocese de México por 15 anos.

Nesta segunda-feira, 10 de maio, padres e agentes pastorais da Igreja na Alemanha abençoaram casais homossexuais em um evento intitulado “O amor vence” em mais de 100 lugares em todo o país, com o apoio de vários bispos e em desafio aberto à proibição explícita do Vaticano, que em 15 de março declarou que esse tipo de bênção não é possível porque a Igreja não pode abençoar o pecado”.

O padre mexicano advertiu que a bênção de casais homossexuais “é um verdadeiro desafio a Deus e sua lei natural, um desrespeito pela Sagrada Escritura que considera esses atos como pecado grave e abominação, e um profundo desprezo pelos ensino secular da igreja sobre este grave pecado. Em suma, é um verdadeiro ato diabólico de orgulho e imoralidade”.

Padre Valdemar explicou que “as pessoas sempre podem ser abençoadas, mesmo que sejam pecadoras, mas o que é em si um pecado grave e ofende a Deus, como atos homossexuais, não pode ser abençoado”.

Catecismo da Igreja Católica afirma no número 2.358 que os homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Todos os sinais de discriminação injusta serão evitados em relação a eles. Essas pessoas são chamadas a cumprir a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar pela sua condição”.

“O que é inaceitável para a Igreja é o pecado da luxúria, seja entre heterossexuais ou homossexuais. Alguns mal-intencionados fazem crer que a rejeição do pecado pela Igreja é o mesmo que rejeitar o pecador, o que não é verdade”.

“Para o pecador, seja qual for o seu pecado, as portas da misericórdia estarão sempre abertas, mas a exigência de arrependimento e conversão também estará sempre presente”, acrescentou.

Para o padre Valdemar é importante que os católicos estejam atentos a esta situação na Alemanha. “Para não nos deixar envolver por esta mentalidade perversa de ideologia de gênero que aos poucos está impregnando a sociedade”, disse.

“Além de estarmos atentos, devemos pedir a unidade da Igreja, que sem dúvida está em risco porque o que se passa na Alemanha já é, de fato, um lamentável cisma”, concluiu.

Fonte: ACI Digital