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Céu, Inferno e Purgatório

Infeliz de quem peca contando com o perdão

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“Não lhes ficará refúgio e a esperança deles será abominação de sua alma” (Jó 11,20)

Escreve São Bernardo que: a esperança do perdão, que os pecadores têm quando pecam, não atrai a misericórdia de Deus, mas sim a sua maldição.

Quantas almas se não deixaram enganar e se perderam por esta vã esperança! Tal esperança é uma abominação aos olhos de Deus.

Longe de mover o Coração de Deus à misericórdia, irrita-o para castigar mais depressa o culpado, assim como um criado irritaria a seu amo se o ofendesse porque é bom.

DIZ SÃO BERNARDO: que Lúcifer foi tão depressa castigado por Deus porque se revoltou com a esperança de não ser punido.

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Diz também São João Crisóstomo que Judas se perdeu porque pecou confiado na clemência de Jesus Cristo.

Numa palavra:

Se Deus suporta, não suporta sempre.

Se Deus suportasse sempre, ninguém se condenaria. No entanto, a opinião mais comum é de que a maior parte dos adultos, incluindo os cristãos, se condenam.

“Larga é a porta e espaçosa a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela”

Infeliz, portanto, de quem abusa da misericórdia de Deus para o ultrajar mais! Perder-se-á irreparavelmente para todo o sempre.

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São João Crisóstomo nos avisa: Tomai cuidado, porque não é Deus que vos promete misericórdia, mas antes o monstro insaciável do inferno, a fim de que desta maneira pequeis mais livremente.

E Santo Agostinho acrescenta: Ai daqueles que não esperam a fim de que Deus lhes perdoe os pecados de que se arrependem, mas esperam que, ao passo que continuam a pecar, Deus tenha piedade deles.

Deus suporta, mas não suporta sempre. Quando se encheu a medida dos pecados que Deus quer perdoar, lança mão dos castigos mais formidáveis. Se Deus suportasse sempre, ninguém se condenaria, mas é opinião comum, que a maior parte dos adultos, incluindo os cristãos, se condenam.

Infelizes de nós portanto, se pecarmos na esperança do perdão e abusarmos da misericórdia de Deus, para o ultrajar mais! Seremos irreparavelmente condenados para sempre, como se condenaram tantos outros nossos iguais.

Das Meditações para todos os Dias do Ano (Santo Afonso Maria de Ligório) – @editoramagnificat

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