Sábado da 21.ª Semana do Tempo Comum
Tudo é graça e dom de Deus. Eis uma verdade que fiel nenhum jamais pôs em dúvida.
Mas não é menos certo que a bondade de Deus para conosco é tão grande que o que são dons seus podem também ser méritos para nós: porque os talentos, embora sejam dele, são confiados ao homem, que tem o dever de administrá-los com zelo, sabendo que tudo tem sua origem e força na graça divina, a qual precede, acompanha e segue tudo que de bom podemos fazer.
Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 30 de agosto, e entenda, a partir da parábola dos talentos, a doutrina do mérito sobrenatural.
Santo do Dia: São Félix e Santo Adauto, mártires da igreja
Evangelho (Mt 25,14-30)
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 14 “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. 15 A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. 16 O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. 17 Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. 18 Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão. 19 Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. 20 O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. 21 O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 22 Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23 O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 24 Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25 Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. 26 O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? 27 Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. 28 Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29 Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30 Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes!'”
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
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