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Campanha da Fraternidade

Bispo emite nota após grave sacrilégio em missa co-celebrada por pastor protestante

 

Nesta Quarta-Feira (17) em que celebramos a solene liturgia da Quarta-Feira de Cinzas, ocorreu também, em paróquias de todo território nacional, a abertura da Campanha da Fraternidade.

Como já era de se esperar, junto com a campanha da fraternidade da Teologia da Libertação, que este ano é ecumênica, já começaram a surgir os primeiros abusos litúrgicos e sacrilégios.

A desobediência está enraizada na Teologia da Libertação, propagam que a Hierarquia da Igreja deve ser demolida, que a Igreja deve ser refundada e que, na nova igreja, Cristo é o revolucionário morto pelos poderosos de sua época tão somente, e que o fiel tem o mesmo direito e poder de um Sacerdote.

Um fato que ganhou destaque aconteceu na paróquia Sagrado Coração de Jesus, diocese de Jundiaí. Um “pastor” foi convidado para participar da liturgia da Santa Missa (abertura da Campanha da Fraternidade), porém não como espectador, mas colocaram-no como “co-celebrante” no altar ao lado do Sacerdote, no qual rezou parte da oração eucarística, fez a elevação do Corpo e Sangue de Nosso Senhor, e por fim foi convidado pelo pároco para comungar.

Aos que desejarem, podem assistir o vídeo dos “principais momentos” da celebração. Clique aqui, para assitir.

O Código de Direito Canônico (CDC) veda que fiéis católicos participem da Liturgia Eucarística, como vemos abaixo:

Cân. 907 Na celebração eucarística, não é permitido aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote celebrante.

Cân. 908 É proibido aos sacerdotes católicos concelebrar a Eucaristia junto com sacerdotes ou ministros de Igrejas ou comunidades que não estão em plena comunhão com a Igreja católica.

E ainda reforçam a importância da liturgia da missa, as Instruções Gerais do Missão Romano:

30. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração coleta, a oração sobre as oblatas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes . Por isso se chamam “orações presidenciais.”

A partir do momento que compreendemos a gravidade do ocorrido, entendemos que não foi atoa que o vídeo viralizou nas redes, o que chamou a atenção do bispo, Dom Vicente Costa, que imediatamente emitiu uma nota dizendo que o fato ocorreu sem seu conhecimento e consentimento.

Mediante a gravidade dos fatos, “Portanto, as devidas medidas canônicas administrativas cabíveis a este caso já estão sendo tomadas.

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É de se esperar, baseando-se nesta nota, que a punição seja proporcional à gravidade dos atos, para que se torne um exemplo para os clérigos entusiastas que adoram “inovar” na liturgia da Santa Missa.

Leia a nota do bispo na íntegra:

NOTA SOBRE A CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA COM A PRESENÇA DE UM PASTOR EVANGÉLICO

Queridos Padres, Diáconos, Religiosos, Seminaristas e Povo de Deus presente na Diocese de Jundiaí:

Na tarde de hoje tomei conhecimento do fato ocorrido ontem, dia 17 de fevereiro, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, bairro Colônia, cidade de Jundiaí-SP, confiada aos cuidados pastorais dos padres da Congregação dos Missionários de São Carlos (Carlistas), na Celebração da Santa Missa de Cinzas, quando um pastor evangélico foi convidado a tomar parte integrante da Liturgia Eucarística, conforme a transmissão realizada pela Pastoral da Comunicação local e posteriormente amplamente divulgado nas redes sociais. Diante de tal fato DECLARO:

1. Tal ato aconteceu à revelia, sem o meu conhecimento e consentimento.
2. Portanto, as devidas medidas canônicas administrativas cabíveis a este caso já estão sendo tomadas.

Permaneçamos unidos na fé em Jesus Cristo, nosso Senhor, e na prática de um sadio e autêntico ecumenismo.

Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano

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