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Palácio do Planalto é consagrado a Exú em ritual de candomblé

Circula nas redes sociais um ritual de candomblé no Palácio do Planalto. Nas imagens compartilhadas pelas redes é possível ver diversas pessoas da religião de origem africana dançando e cantando.

Recentemente, o presidente Lula (PT) sancionou o dia 21 de março como data comemorativa para celebrar o candomblé.

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As ministras Anielle Franco e Sonia Guajajara, das pastas Igualdade Racial e Povos Indígenas, respectivamente, tomaram posse, nesta quarta-feira (11). Um dos momentos mais comentados da solenidade, nas redes sociais, foi a saudação a Xangô, orixá da umbanda.

Um grupo de seis pessoas desceu a rampa interna do Palácio do Planalto ao som de atabaques, acompanhados de danças e gestos típicos.

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A apresentação aconteceu assim que as duas ministras, o presidente Lula e sua esposa, Janja da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente Geraldo Alckmin e outras autoridades do governo federal desceram a mesma rampa.

Anielle Franco é irmã de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro que foi assassinada em 14 de março de 2018. Antes de ser indicada para o ministério, Anielle atuava no Instituto Marielle Franco.

Esta semana, o presidente Lula sancionou a lei que institui o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, a ser comemorado anualmente no dia 21 de março.

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Lula sanciona o Dia Nacional do Candomblé

A sanção foi confirmada na edição do Diário Oficial da União desta sexta-feira (06). 

A nova lei teve origem em um projeto do deputado federal Vicentinho (PT-SP). O texto foi aprovado tanto na Câmara dos Deputados como no Senado (onde tramitou na forma do PLC 69/2018).

Originalmente, o projeto previa a comemoração no dia 30 de setembro. Entretanto, quando tramitou no Senado, o relator da matéria na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), senador Paulo Paim (PT-RS), propôs alterar a data. Ele argumentou que o dia 21 de março foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial.

“A ocasião relembra o massacre de 69 pessoas negras que protestavam pacificamente contra o regime de segregação racial na África do Sul, em 1960”, explicou Paim na ocasião em que a matéria foi aprovada na CE.

Ainda durante a análise do projeto no Plenário do Senado, Paim ressaltou que até os anos 1960 os praticantes do candomblé se concentravam principalmente nos estados da Bahia e de Pernambuco. Posteriormente, observou ele, com os movimentos migratórios de nordestinos para a região Sudeste do país, o candomblé se expandiu. Estima-se que 3 milhões de brasileiros sejam praticantes da religião. Somente na cidade de Salvador, existem aproximadamente 2.230 terreiros registrados. 

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